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O Que é Reserva Ovariana?

O que é Reserva Ovariana?

Reserva ovariana é o número de óvulos que a mulher tem armazenado em seus ovários. A quantidade de folículos presente no tecido ovariano diminui com o passar dos anos, sendo que essa perda passa a ocorrer logo após o nascimento, tendo um declínio mais acentuado a partir dos 35 anos de idade.

A produção de folículos nos ovários não ocorre de maneira contínua. Desta forma, em um ciclo menstrual, cerca de um folículo é estimulado para o crescimento e amadurecimento, sendo chamado de folículo dominante (que será o folículo que irá romper e liberar o óvulo durante o processo de ovulação), enquanto outros folículos menores passam pelo processo de apoptose, que é a morte celular programada. Todo esse processo reverbera de forma direta a reserva ovariana da mulher.

Dessa forma, gradativamente ocorrerá uma redução do potencial fértil da mulher. Essa diminuição da reserva ovariana não significa que a mulher se tornará infértil, mas sim que a sua fecundidade será reduzida, até o momento em que não haverá mais óvulos e a mulher entrará na menopausa.

A percepção e preocupação quanto à reserva ovariana se faz presente na vida da mulher, principalmente quando ela decide engravidar.

Como saber se a minha reserva ovariana é normal?

O casal que planeja obter uma futura gravidez se submete a uma série de exames clínicos para verificar as suas condições de saúde.  O homem precisa realizar a coleta do espermograma, que avalia a quantidade, a motilidade e a morfologia dos espermatozoides no seu ejaculado.

A mulher precisa avaliar a sua reserva ovariana, sendo que três exames distintos podem fazer essa avaliação. São eles:

  • Contagem de Folículos Antrais;
  • Dosagem do FSH (hormônio folículo-estimulante);
  • Dosagem do AMH (hormônio anti-mulleriano).

Baixa reserva ovariana indica infertilidade?

Não necessariamente. Vale lembrar que a infertilidade conjugal consiste na dificuldade de o casal engravidar após um ano de tentativas, tendo relações sexuais bem distribuídas ao longo do ciclo menstrual e sem uso de nenhum método anticoncepcional.

Por vezes, pacientes com baixa reserva ovariana podem vir a engravidar antes desse período, caso sejam expostas às chances de obter uma gravidez. Entretanto, sabe-se que quanto menor o potencial fértil da mulher, menores são as chances de se obter uma gravidez de maneira espontânea.

As causas da infertilidade são diversas e podem ir muito além da baixa reserva ovariana. Endometriose, pólipos e miomas uterinos também podem acarretar problemas na fertilidade.

A mulher, quando diagnosticada com baixa reserva ovariana e infertilidade conjugal, conta com o auxílio da Medicina Reprodutiva para realizar tratamentos de inseminação artificial ou Fertilização in Vitro (FIV). Essa indicação deve partir do ginecologista que a assiste e com base nos fatores impeditivos de uma gestação obtida de forma natural.

A partir de que idade a reserva ovariana diminui?

Como mencionado, a mulher nasce com uma quantidade determinada de folículos ovarinos que, com o passar dos anos, começa a diminuir. Por exemplo, a mulher na puberdade tem uma reserva ovariana estimada em 500 mil óvulos.

A cada ciclo menstrual, um folículo se torna dominante e libera um óvulo maduro. Os folículos que não amadurecerem dentro deste ciclo entram em apoptose e morrem.

Dos 20 aos 34 anos a mulher tem seu auge reprodutivo, ou seja, apresenta maiores chances de engravidar de maneira espontânea. Dos 35 anos em diante isso se torna mais complexo, pois, a quantidade e a qualidade dos óvulos passam por um declínio acentuado.

Exemplificando as chances de engravidar em decorrência da idade:

  • Dos 26 aos 30 anos: 18% de chance de obter a gravidez a cada ciclo;
  • Dos 31 aos 35 anos: 15% de chance de obter a gravidez a cada ciclo;
  • Dos 36 aos 40 anos: 9% de chance de obter a gravidez a cada ciclo;
  • Dos 41 aos 42 anos: 4% de chance de obter a gravidez a cada ciclo;
  • Dos 43 aos 45 anos: 0,2% de chance de obter a gravidez a cada ciclo.

A reserva ovariana tem seu maior declínio nas mulheres com idade superior aos 40 anos, pois, não se perde apenas a quantidade de óvulos produzidos pelos ovários, mas também a qualidade dos mesmos (danos ao DNA celular).

É possível aumentar a reserva ovariana com medicamentos?

A reserva ovariana não pode aumentar com o auxílio de medicamentos.  O que ocorre é que durante a utilização de medicamentos hormonais pode haver um maior recrutamento de folículos ovarianos, promovendo um hiperestímulo para o crescimento de diversos folículos.

Isso faz com que os ovários, que produzem um folículo que se rompe e libera um óvulo ao mês, possam ter esse número triplicado.

Entretanto, o processo de apoptose, que resulta na morte celular, ocorre naturalmente, independentemente do uso de hormônios ou não.

Tenho baixa reserva ovariana! Será que consigo engravidar naturalmente?

Sim, é possível engravidar naturalmente com um diagnóstico de baixa reserva ovariana. Entretanto, é comum que mulheres que apresentem esse quadro clínico demorem a engravidar, sendo aconselhadas a procurar por tratamentos de Reprodução Humana caso não consigam obter a gravidez após um ano de tentativas (ou em até 6 meses caso tenham mais de 35 anos de idade).

Tenho baixa reserva ovariana e não quero engravidar agora. O que devo fazer?

Se a mulher for diagnosticada com baixa reserva ovariana e não tiver pretensão de engravidar a curto ou médio prazo, uma boa solução para manter a sua fertilidade é optar pelo congelamento de óvulos.

Será necessário estimular o crescimento folicular por meio de medicamentos hormonais, coletar os óvulos e congelá-los por meio do processo de criopreservação.

A baixa reserva ovariana não significa a não realização do sonho da maternidade. Caso ainda tenha dúvidas acerca do tema, entre em contato com a clínica ginecológica BedMed e agende sua consulta com um de nossos Ginecologistas.

Fontes:

Ministério da Saúde;
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA)
Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH).

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